Homofobia

homofobia
ho.mo.fo.bi.a
(homo(ssexual)+fobo+ia1) sf 1 Preconceito contra os homossexuais. 2 Ódio aos homossexuais, muitas vezes levando à violência física.

Fonte: Michaelis

Hoje é o Dia Mundial da Luta contra a Homofobia e, embora eu seja contra essas datas, desta vez eu acho que é um jeito de começar a se falar sobre isso e tentar falar mais vezes sobre. E por que falar sobre homofobia? Acho que falar sobre isso é só a ponta do iceberg. Há muitas outras coisas.

Fobia é ter medo de algo, chegando a ser patológico. Existem os mais variados tipos de fobias que você pode imaginar.

Se, no passado, trataram a homossexualidade como uma doença. Hoje, a homofobia está virando uma paranóia, ao ponto dos homofóbicos atacarem qualquer um que eles supõem ser gays. Ou seja, hoje em dia, você não precisa ser gay para ser atacado na rua.  Basta apenas estar no lugar errado na hora errada com um bando de homofóbicos que acham que estão fazendo a coisa certa. É a nova xenofobia. Em muitos países, a homossexualidade ainda é condenada, e em alguns países, com pena de morte. Mas claro que existem países que estão mudando sua situação.

Mas de médico e monstro, todo mundo tem um pouco, e a homofobia também tem suas entranhas no próprio gay. Quem nunca disse: nossa, como ele é efeminado? Pode não chegar a ser uma fobia patológica, mas é homofobia. E nesse contexto, quem ainda sofre com isso são os travestis e transsexuais. Eu mesmo digo que ainda quero entender a mente de um travesti e de um transsexual. Mas elas estão no lugar que estão porque são marginalizadas por toda a sociedade, incluindo os próprios gays. Mas aos poucos elas estão conseguindo mostrar ao mundo que não são diferentes de outras pessoas.

E ser totalmente radical também não é o caminho. Será que todo gay efeminado retratado na televisão/filmes é denegrir a imagem dos gays? Eu acho que não, pois existem sim gays efeminados. Acho que o caminho menos radical é exigir que se mostrem os mais variados tipos de gays desde o executivo boa pinta ao mendigo que vive nas ruas. Afinal, é preciso desconstruir o estereótipo construido há tempos, assim como todos os estereótipos que são construídos todos os dias e estão tão enraizados que, às vezes, nem percebemos que soltamos algo parecido como “tinha que ser mulher/negro/gay/loira/etc.”. Quem nunca soltou um desses?

O ser humano ainda tem muito a aprender sobre aceitar a diversidade (sexual, religiosa, étnica). Enquanto isso não acontecer e, infelizmente parece estar bem distante de se concretizar, sempre haverá pessoas brigando, atacando umas às outras. E pensando agora, quem sabe não há uma epidemia de fobias por aí e estamos tão preocupados em eliminar o objeto da nossa fobia que nem percebemos que estamos doentes.

E para finalizar o post, mas não o assunto. Se você já sofreu algum tipo de homofobia, compartilhe sua história, não a deixe remoendo dentro de você.

Cotidiano #6 – Hospitais

Outro dia fui acompanhar um grande amigo para fazer exames no hospital. Tirando as filas e esperas longas que me deixam mal humorado, quando ele entrou na sala para fazer o exame, eu dei a minha escapulida para fumar na rua. E lá fui caminhar pelo gigantesco complexo hospitalar até chegar na rua. Muita gente caminhando por aqueles corredores. Pessoas rindo. Pessoas quietas. É um misto de sentimentos incrível. É quase como o misto de sentimento que acontece num velório.

Mas algo me chamou a atenção no meio de todo esse barulho e silêncio: duas senhoras que conversavam sentadas num banco. Durante a minha passagem diante delas, eu apenas consegui ouvir um pedaço da conversa: “A gente não estava orando pra Deus. Depois que a gente começou a orar, ele melhorou [...]”. É estranho como nessas horas (nas difíceis), a maioria das pessoas acaba recorrendo à essa força superior, mesmo aqueles que não acreditam muito ou não são tão religiosos.

Não sei como explicar nem sei se existe uma explicação. Talvez esse sentimento de recorrer à uma força superior esteja tão enraizado nas nossas mentes que quando todo o raciocínio falha, essa é a nossa única opção. Talvez quando não temos conhecimento do assunto, pedimos para alguém intervir. E esse alguém que sabe de tudo e pode tudo é Deus/Buda/Jesus (você escolhe o nome). E eu me pergunto: será que os médicos quando veem seus pacientes em um péssimo estado pedem para Deus os ajudar? Claro que não, afinal, eles possuem (ou esperamos que possuam) o conhecimento para saber o que fazer e mudar o estado clínico de seus pacientes. E com toda esse mito que os médicos são pessoas frias, eu pergunto: quando o paciente morre, o médico pede/deseja que aquela pessoa esteja num lugar melhor? Eu sempre tive a impressão que o médico fica mal com a morte de seu paciente, não por causa da ligação que possa existir de ser humano para outro, mas sim por causa do sentimento de não alcançar o objetivo.

Enfim, orando ou não orando, as pessoas têm que acreditar em algo. E como eu acredito: desde que não esteja fazendo mal a ninguém nem impondo suas ideais e vontades, eu não vejo problemas.

Sobre rappers e hologramas

Você lembra disso?

E isso era do car**ho! Quem nunca quis ter um R2-D2 com o poder do holograma?

Se você lembra disso, você é “antigo” e já pensou no que poderia ser feito com esses hologramas. Bem, aos poucos, a espera parece terminar e a porta da criatividade para usar os hologramas começa a abrir.

Semana passada, Tupac, morto em 1996, fez uma aparição especial no Coachella. Não. Não estamos falando de Ouija Boards ou sessões espíritas. Foi algo mais “simples” e científico, mas que, com certeza, deve ser impressionante quando visto ao vivo.

E se você acha que tudo não passa de montagem e jogos de luzes e sombra… bem, tirando a parte de jogos de luzes e sombra, você está enganado. Graças à tecnologia dos celulares, você pode ver os shows do ponto de vista do público.

Mas utilizar hologramas em shows não é novidade. O Gorillaz já utilizou algo parecido em shows. Não sei se podem ser chamados de hologramas ou não, mas já era algo muito legal para a época. E por que, então, estamos falando do holograma do Tupac? O Gorillaz era uma banda virtual (por sinal, muito melhores do que muitas bandas “reais”), mas a aparição de Tupac é a primeira apresentação de um artista falecido. E isso já fez, meu cérebro, e provavelmente, de milhares de pessoas viajarem. Quem será o próximo? Será que teremos shows do Michael Jackson, do Elvis, da Amy? Shows inéditos?!

Daí entra a pitada do ingrediente que vem se desenvolvendo há décadas: o videogame e a modelagem 3D. Hoje em dia é só ver todos os jogos lançados e o absurdo de realismo que eles conseguem alcançar.

Claro que existem outros exemplos muito melhores do que esse, mas... i think he's hot!

Então, se houver um acordo entre famílias, advogados, gravadoras, produtoras, estúdios de CG e qualquer outra empresa ou pessoa que queira se envolver; acredito que logo teremos show inéditos de artistas como Michael Jackson e Elvis Presley.

Já pensou se você  pudesse ver a passagem do tempo ao vivo nesses dois artistas durante o show? Talvez seria como um episódio do Twlight Zone.