30 Setembro, 2007
É impressionante como a palavra gay ainda choca algumas pessoas. Uma estudante teve problemas ao ir para a escola em Nova York com uma camiseta escrita Gay? Fine by me. Menina corajosa, pois mesmo depois de repreendida pelos funcionários da escola, ela não quis voltar para casa para trocar a camiseta. E ela tem uma super mãe, pois ela ganhou a camiseta da mãe.
Essa camiseta é parte de uma campanha chamada Gay? Fine by me para que as pessoas expressem sua anti-homofobia e direitos iguais para todos. Tudo começou na Duke University em 2003 durante uma conversa entre 10 amigos – de ambas oientações – sobre as questões políticas e sociais na Universidade e eles perceberam que a imagem que a universidade passa é que é homofóbica, mas eles se perguntaram se a Duke University é realmente homofóbica ou e apenas uma impressão. Depois de conversas e estratégias, surgiu a camiseta com a frase, que é distribuída gratuitamente em campanhas ou que você pode comprar pela internet. O mais impressionante é a propoção que a campanha ganhou e como as pessoas usam a camiseta por aí. E é legal ver que existem muitas pessoas pró-gays mundo afora.
É uma campanha que faltava, pois os gays possuem sua própria voz assim como os homofóbicos. Para mim, parece que existe um limbo nos chamados, um dia de, simpatizantes. Agora eles podem se expressar também e dar uma mão para mostrar que ser gay não é nada demais.
Quer saber mais? Fine by me

Imagem: Fine by me
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Escrito por E. Cohen
27 Setembro, 2007
Tenho as minhas teorias: ou é enrustido. Ou não se descobriu. Ou tem o cérebro muito pequeno mesmo. Estou falando de Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, que soltou a seguinte frase: “Não temos homossexuais no Irã”. Ah, será que eu o entendi? Ah, entendi. E ele completou: “No Irã não temos esse fenômeno, não sei quem disse a você que temos isso.” Um país que pune homossexuais com pena de morte e açoites, é é claro que não vai ter homossexuais. Quem quer morrer por ser ele mesmo? Tanto que os homossexuais estão pedindo asilo para governos democráticos.
Acho que isso só mostra a ignorância que algumas pessoas tem sobre o homossexualismo e como a ignorância pode ter conseqüências radicais. Acho que estamos voltando à época de caça às bruxas. Só é uma vergonha que as bruxas estejam enforcando os seres humanos.
P.S. – E parece que o pessoal do Irã só da bola fora. Desta vez foi o encarregado de negócios da embaixada do Irã aqui no Brasil, Seyed Reza Nobakhti. Ele disse: “O que isso importa, no mundo tão violento e cheio de problemas que vivemos?” Em outra parte ele diz: “Há tantas mulheres e tantos homens … Não há necessidade para o homossexualismo. Esse tipo de comportamento é doentio.” Olá? Será que alguém pode dizer a ele que não estamos falando sobre preferências culinárias? Bem, a ABGLT soltou uma nota lamentando as declarações infelizes de Nobakhti. Oh meu Deus, as bruxas estão realmente soltas!
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Escrito por E. Cohen
26 Setembro, 2007
Sei que sou um sonhador. Mas esse sonhador aqui sabe que sonhos não enchem a barriga nem pagam as contas e por isso, os sonhos estão desaparecendo sendo substituídos pela realidade.
Hoje fiz algo que fazia tempo que não fazia: olhar para o céu e deixar a mente livre. Foi ótimo a sensação porque ultimamente, estou olhando para o chão que eu piso e deixo a mente ocupada com o trabalho. Sinto saudades de ser sonhador porque pelo menos o mundo parecia ter cores ao invés da realidade em tons de cinza.
Podem dizer para não desistir dos sonhos. Talvez eu não desista, mas cada vez mais eles caem para segundo plano e logo para o esquecimento porque eu preciso me preocupar com a realidade que a vida impõe, joga na nossa cara.
Talvez o mundo precise de sonhadores para que o mundo seja um lugar melhor, mas os sonhadores estão perecendo diante a dureza da realidade. Se sonhamos, não sobrevivemos. E sabemos que o primeiro instinto do homem é a sobrevivência. E sobreviver significa fazer alguns sacrifícios como, por exemplo, desistir de seus sonhos.
Talvez eu me torne uma pessoa fria e racional e sei que quando eu me tornar alguém assim, minha criança interior terá falecido e os sonhos que tanto prezei virarão pó que serão expirados a cada respiração minha e retornarão ao universo de onde vieram. Mas tento manter a esperança que esses meus sonhos perdidos retornem a terra no coração de outros. Falarei como falavam para mim “isso é bobagem”, pois essa será minha função quando deixar de ser um sonhador.
Mas enquanto nada disso acontece, continuarei tentando ser um sonhador até sucumbir à realidade.
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Escrito por E. Cohen
25 Setembro, 2007
Sábado foi o dia de deixar o carro em casa. Uma ótima atitude, mas se querem um resultado, há muito caminho a percorrer. Por que o dia de deixar o carro foi em um sábado? Simples. Imagine o caos dentro dos transportes públicos durante a semana se todos deixassem o carro em casa. Se já com a alta frota de carros nas ruas, o transporte público fica lotado…
Se queremos um resultado e fazer com que as pessoas deixem o carro em casa, antes de tudo é preciso exigir um ótimo transporte público. Quem quer trocar um percurso de meia hora confortável em seu carro por um percurso de duas horas dentro de um ônibus cheio e ainda de pé?
Eu apoio a atitude e ainda por cima e uma escolha colocada para as pessoas. A magia não irá acontecer de um dia para o outro, mas se quisermos, podemos fazer acontecer. E não devemos pensar que somente um dia no ano é o dia de deixar o carro em casa, e sim todos os dias. Você tem duas opções. Ambas possuem suas conseqüências. Cabe a nós escolher qual conseqüência queremos.
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(Des)Entendendo Arte | Etiquetado: Environment, meio ambiente, poluição |
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Escrito por E. Cohen
2 Setembro, 2007
Não sei explicar direito, mas as cápsulas do tempo sempre exerceram certo fascínio sobre minha pessoa. Sempre quis marcar com os amigos e fazer uma cápsula do tempo, colocar algumas fotos, algumas cartas, alguns vídeos e abrir daqui 10 ou 15 anos. Bem, o meu único problema é que eu não sei se eu lembrarei que eu tenho uma cápsula do tempo depois de tantos anos. The coolest thing numa cápsula do tempo é que você muda, seus pensamentos mudam e reler coisas antigas podem te lembrar de onde você veio e para onde você pretendia ir na época e então confrontar com onde você chegou e o que conquistou.
Mas bem, agora eu posso esquecer que eu escrevi uma carta, ou melhor, um e-mail para mim, pois esse site aqui vai mandar o e-mail na data que eu definir que pode ser daqui 90 dias ou daqui 30 anos (se o mundo ainda existir). Seria meio mórbido e estranho, muito estranho, se você recebesse um e-mail de algum amigo ou de você mesmo depois que você partisse daqui para uma melhor. Mas não vamos nos concentrar nisso e sim nas coisas positivas.
Além de ser um site que pode ser usado como um reminder, você também pode deixar recados para você mesmo falando sobre algum objetivo que você quer alcançar ou um sonho que quer realizar, e daqui um tempo você receberá o seu e-mail e você poderá ver se alcançou ou se o sonho já é outro. Além de lembranças do passado, eu acredito que também pode ser usado como auto-conhecimento.
Se você não tem nada de profundo para escrever para o seu eu futuro, você pode ler o que as outras pessoas leram, mas não se preocupe, você tem a opção de deixar seu e-mail privado e somente você lerá no futuro. E então, você tem algo para dizer para o seu eu futuro? Não tenha medo e diga. Você poderá ficar agradecido no futuro…Ou não.
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Escrito por E. Cohen