Heath Ledger (1979-2008)

22 Janeiro, 2008

É estranho como as coisas acontecem repentinamente. Estava eu sentado ouvindo a tv (sim, eu ouço a tv, mas assisto também) quando ouvi a notícia que o ator Heath Ledger foi encontrado morto em seu apartamento em Nova York. Foi meio um choque. Não que eu seja um super fã dele, mas uma certa empatia pelo fato de ele ser jovem e de ele ter protagonizado a mais linda história de amor entre dois homens. É estranho ver uma pessoa jovem morrer. Temos a mesma idade e isso me fez pensar um pouco.

Heath Ledger

Agora não importa se ele era um bom ator ou se parecia antipático. Ele conseguiu me cativar em Brokeback Mountain. E confesso que fiquei surpreso com Os Irmãos Grimm. E não consegui assistir Coração de Cavaleiro porque eu não gosto de filmes com temas medievais, muito menos com uma pitada pop.

Brokeback Mountain

Ele era casado com a atriz Michelle Williams (conhecida pelo seu papel no seriado Dawson’s Creek) e deixa um filha pequena. Começou a sua carreira em Sydney, Austrália e seu último papel era o Coringa no novo Batman. A polícia diz que a morte foi causada por drogas porque segundo o site da NBC, o ator estava rodeado de pílulas. Bem, agora a mídia vai fazer a festa com a sua morte, serão notícias e possivelmente escândalos surgirão, afinal é o papel da mídia fazer um show.

Heath Ledger

Com certeza, ele deixará muitas fãs tristes e com saudades. Ele deixará em mim a marca de uma linda história de amor entre dois homens. E nada mais.


Arte e Som #5

21 Janeiro, 2008

Todo artista tem aquela música em algum album que todos os fãs gostariam que tivesse um clipe. Ficamos na expectativa de surgir um clipe algum dia, mas não passa disso. Nos shows, às vezes, podemos nos deslumbrar com algum vídeo passando no telão de fundo para dar o clima à música. E ficamos mais felizes ainda quando esse vídeo é lançado por aí.

E claro que a Björk tem muitas músicas que eu gostaria de ver um clipe, mas encontrar o clipe de Unravel feito para uma turnê foi demais. O vídeo é dirigido por Lynn Fox e simplesmente traduz em imagens a letra da música. Seria algo totalmente previsível e entediante se não fosse pela letra, que seguindo o padrão björkiano, é, no mínimo, estranha.

While you are away/My heart comes undone. Slowly unravels in a ball of yarn. The devil collects it, with a grin, our love in a ball of yarn. He’ll never return it, so when you come back, we’ll have to make new love.

Numa tradução simples e livre seria algo como: “Enquanto você está longe, meu coração se desfaz devagar em uma bola de fios. O demônio coleta, com um sorriso, nosso amor em uma bola de fios. Ele nunca devolverá, então quando você voltar, teremos que criar um novo amor”

Estranho, não? Pois se palavras criam imagens, essas imagens teriam que ser estranhas também.

Belas imagens que traduzem uma certa tristeza com um fundo de esperança. Uma vez a Björk disse que todas as suas músicas possuem uma esperança, mesmo aquelas que parecem tristes demais. E essa música não poderia descrever melhor a esperança existente em suas músicas.


Bond Girl (ou Boy?)

18 Janeiro, 2008

Cada vez é mais confirmado o velho ditado: as aparências enganam. E enganam até mesmo o mais famoso espião, Bond, James Bond. No filme, Somente para seus olhos, há uma bond girl transsexual. Não. Ela não é da Transilvânia e sim na Inglaterra. Seu nome artístico é Tula e trabalhou como modelo e atriz. Seu nome real é Barry Cossey, porém adotou o nome de Caroline Cossey após a operação. Tenho que admitir que ele é um mulherão e aposto que todos queriam pegá-lo enquanto seu segredo era obscuro.

Tula (aka Caroline Cossey, aka Barry Cossey)

Isso me faz lembrar da nossa famosa transsexual Roberta Close, que como a Caroline, mostrou o resultado da sua operação ao mundo, posando nua. E por falar na Roberta, por onde será que ela anda? Ela está casada com um cara que aceita como ela é, e ainda dá palestras sobre  transsexualismo pelo mundo afora. Se o homossexualismo está começando a ganhar o seu espaço no mundo, o transsexualismo ainda engatinha nesse processo. Ainda é uma burocracia conseguir tirar novos documentos e afins. Portanto, se algum dia você pegar um mulherão por aí, pense que ela pode ter sido ele no passado. Mas você vai querer se prender ao passado, ou viver o presente e cultivar um futuro? O que é mais importante? O marido da Roberta Close sabe do passado dela e mesmo assim casou. Sorte dele hoje que está pegando um mulherão que todo mundo quer pegar, mas tem medo de tentar.

E já que estamos falando sobre uma das bond girl que sempre saem da piscina ou do mar com biquinis provocadores, eu fiquei extremamente feliz em ver o Cassino Royale e o bruto James Bond, Daniel Craig saindo do mar com uma sunga da Speedo. Agora eu entendo porque os rapazes suspiravam ao ver as bond girls fazendo suas cenas. What a package!

Daniel Craig - Casino Royale


Bill Cher Nancy

14 Janeiro, 2008

Você conhece a música Bang Bang (My Baby Shot Me Down)? Provavelmente sim, pois essa é a música de abertura do filme Kill Bill Vol. 1. E essa música ficou famosa na voz da Nancy Sinatra, que é a versão que está na trilha sonora do filme. É que, por sinal, é a melhor versão para o clima do filme. Pois é, Mr. Tarantino não dá ponto sem nó. Detalhe para as roladinhas no final do clipe.

 Porém, essa música foi escrita por Sonny Bono. Conhece? Ele é o falecido marido da diva Cher. Sim, a drag-queen-numa-mulher-Cher. Essa música foi o primeiro single solo de sucesso da Cher na década de 60. E com certeza, essa versão não seria a melhor para a abertura nem para nenhuma outra parte do filme Kill Bill.

E o tempo passa e a versão da Nancy Sinatra ficou imortalizada pelo filme. E o tempo passa, as pessoas envelhecem, menos a diva Cher, que pode até mudar mas nunca envelhecer. E no século XXI, ela ainda canta essa música em seus shows, porém a roupagem (dela e da música) é diferente. E, às vezes, com direito a coreografia.

Milhares de outros artistas gravaram essa música. Então você já deve ter ouvido essa música de alguma forma. E se nunca ouviu, vá assistir Kill Bill Vol.1 para ouvir a música e delirar com a obra do Mr. Tarantino.

Obrigado para Charô por me inspirar a escrever esse post (em outras palavras, sim roubei uma idéia sua…hehehe)


Arte e Som #4

9 Janeiro, 2008

Se atualmente predomina os efeitos especiais e CGs, no final da década de oitenta não havia ainda tanta tecnologia para fazer video clipes e você também não ganhava uma tendinite por ficar dias/semanas na frente do computador, fazendo toda a programação do CG. Mas um clipe se destacou por sua criatividade no conceito e na realização. Se hoje achamos que os vídeos da Björk são estranhos e bizarros, o vídeo de Sledgehammer do Peter Gabriel ainda continua muito estranho e bizarro, mesmo depois de quase 20 anos.

O vídeo, dirigido por Stephen R. Johnson (quem? Pois é, ele não passou muito disso) não utiliza computação gráfica, mas sim muito suor e trabalho árduo. As animações foram feitas em stop motion, chegando a exigir 16 horas de filmagem para uma única cena. Não é a toa que o vídeo ganhou vários prêmios na época e até hoje é citado com um dos vídeos mais inovadores. E se ao ver os frangos dançando, você lembrou de algum filme feito de massinha com o método de stop motion que foram lançados na última década, não é mera coincidência. Essa animação foi feita por Nick Park que fez Wallace and Gromit.

Agora é sentar e curtir o vídeo. E mesmo que você não seja fã do Peter Gabriel, como eu, tenho que admitir que a música pega e o vídeo é muito bom.