Lost… i don’t think so

30 Abril, 2008

Ele pode ter iniciado sua carreira calado e saiu morto, mas pelo jeito algo está dando certo na carreira de Rodrigo Santoro nos Estados Unidos. Dessa vez ele vai contracenar com Jim Carrey e Ewan McGregor no filme I Love You, Phillip Morris. Ainda não ganhou um papel principal, mas algo ele deve estar fazendo certo para continuar aparecendo na película. O filme é baseado no romance do jornalista Steven McVicker que conta a história de um policial que é preso e se apaixona por seu colega de cela.

Não importam as críticas que façam sobre seus personagens silenciosos, afetados ou perdido no meio de uma selva desconhecida com outros estranhos, Rodrigo Santoro é um brasileiro que está conseguindo um nome lá fora. Foi indicado para o MTV Movie Awards por melhor vilão por 300. Tudo bem que MTV Movie Awards não é um Oscar, mas é um começo e mostra que ele está ganhando o gosto popular lá na terra do tio Sam. E já que ele está na terra do tio Sam, bem que ele poderia instruir todos por lá que a capital do Brasil não é Rio de Janeiro ou Salvador, muito menos Buenos Aires.

 Rodrigo Santoro

E não podemos deixar de admitir que ele é um homem bonito. Ok. Vamos deixar de viadagem: ele é um cara gostoso!!!


Arte e Som #8

29 Abril, 2008

Talvez ela não seja uma celebridade no cenário musical, afinal ela nunca quis isso também. Provavelmente, não possui milhares de fãs loucos e descabelados gritando seu nome por aí, mas que ela possui milhares de fãs ao redor do mundo, ela possui. Se a Björk tenta fundir música e arte atualmente, Kate Bush já fazia isso há 30 anos atrás. E o melhor resultado dessa fusão foi o seu primeiro sucesso Wuthering Heights. Lançado no final da década de 70, a música baseada no livro de mesmo nome (traduzido aqui no Brasil como Morro dos Ventos Uivantes) da escritora Emily Brontë traduz com perfeição para o cenário pop um clássico da literatura inglesa. Mas o que me deixa mais impressionado é a capacidade de traduzir o sentimento de um livro em menos de 4 minutos. Ela poderia conceber um épico de 8 minutos, mas talvez não teria a perfeição que há em somente 4 minutos. Com Wuthering, Kate foi a primeira mulher no Reino Unido a alcançar o primeiro lugar nas paradas com uma canção própria.

Kate Bush assinou um contrato com a gravadora EMI aos 16 anos, indicada por ninguém menos de David Gilmour do Pink Floyd, que impressionado com aquela jovem, ajudou a financiar as primeiras fitas demo. Kate poderia se impressionar com o novo mundo que se abria diante de seus olhos, porém ela preferiu terminar seus estudos antes de lançar um álbum. Foram dois anos de contrato sem lançar nada até seu primeiro álbum que continha Wuthering Heights. E assim seguiu-se sua carreira. Sempre com anos de intervalos entre um disco e outro (foram oitos disco em 30 anos de carreira, faça as contas), mas sempre concebendo músicas inteligentes e nada previsíveis.

Se os outros posts dessa série mostram vídeos que possuem uma linguagem inovadora ou diferente em imagens, o vídeo da Kate Bush é um vídeo simples, provavelmente, de baixíssimo orçamento. E é melhor assim, porque a magia dessa música está em você prestar atenção na letra, nos arranjos e na performance dela. E se você acha que ela é uma louca fazendo movimentos estranhos no vídeo, você está muito errado. Ela estudou dança também e sendo a Kate uma artista completa, sua performance no vídeo complementa a interpretação da música.

 


De Beyoncé ao Período Edo

26 Abril, 2008

A influência artística de artistas sobre outros artistas sempre existiu. Enquanto alguns conseguem transpor mídias, outros apenas renovam o mesmo. Seguinda essa linha influências, cópias e transformação, Beyoncé tem um quê de influência das antigas pinturas japonesas do período Edo (1603-1867). Claro que como em um telefone sem fio, muita coisa se perde no caminho e muita coisa se transforma, e a influência nem sempre salta aos olhos.

Este é o clipe da música Green Light, lembrou de alguma coisa?

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Shake it baby!

23 Abril, 2008

Ontem, às 21 horas, aconteceu um terremoto em São Paulo que foi sentido em vários locais. O tremor atingiu 5,2 pontos na escala Richter, ou seja, um tremor mediano já que a escala Richter vai de 0 a 9. E apenas os acima de 3,5 que podem ser sentidos.

Eu estava deitado na cama quando o tremor começou. Até pensei que fosse um caminhão passando na frente de casa, mas o tremor persistiu. Pensei que fosse um ataque de labirintite então o cérebro pensou na possibilidade de um terremoto. Mesmo que tenha durado poucos segundos, cheguei a ficar com medo porque se o tremor ficasse mais intenso, eu não saberia o que fazer.

Onde o tremor foi sentido mais forte, a ponto de movimentar objetos na casa e causar rachaduras nas paredes, as pessoas saíram de casa e de prédios. Mas o que se deve fazer em caso de terremoto? Como não é grande o número de terremotos aqui no Brasil, poucas pessoas sabem o que fazer.

Em lugares onde já estão acostumados com terremotos e as construções são feitas para aguentar tremores de terras, as pessoas são aconselhadas a ficarem dentro de casa e debaixo de uma mesa ou um móvel resistente para evitar objetos que possam machucar. Mas no Brasil onde rachaduras surgem com a passagem de caminhões mais pesados na rua, a probabilidade de desabamento é grande, o que é melhor fazer? Ficar em casa ou sair de casa? Já que que o maior indíce de mortes registrados em locais com terremoto são de pessoas que saíram de casa.

Provavelmente e como sempre, somente depois de um grande desastre seremos instruídos como proceder em casos de terremotos mais intensos. E especialistas já avisam que tremores mais intensos podem acontecer.


Arte e Som #7

22 Abril, 2008

Lançado em 2003, Eye for an eye da banda britânica U.N.K.L.E. é uma animação com alto teor crítico à guerra e à violência. Como qualquer clipe e qualquer música está aberta a interpretações, mas no mundo atual que vivemos, sendo bombardeados por imagens de violência, a comparação com a guerra é inevitavel, porém deixa uma questão: se os seres humanos fossem menos ambiciosos, as guerras existiriam? A mensagem do clipe é o velho clichê: violência só gera mais violência, como diz o título da música, olho por olho.

O vídeo foi feito por Shynola, um grupo de 4 artistas britânicos que já fizeram vídeos também para grupos como Morcheeba, Queens of Stone Age e Blur. A animação em 3D com alguns toques de 2D foge do convencional e mesmo os seres mais bonitinhos possuem um quê de bizarro. Mas como todo ser humano que possui uma empatia pela vítima, o bizarro deixa de ser bizarro quando se torna vítima. Porém, se você prestar atenção e colocar a cabeça para funcionar, vai ver que não existem vítimas. Tudo o que acontece, não acontece por acaso. Há sempre uma razão para acontecer.

Mais sobre Shynola? Clique aqui.