Num mundo onde com toda a tecnologia que temos, as animações se tornam cada vez mais realistas e com movimentações perfeitas, texturas maravilhosas, assistir a animação de O velho e o Mar (de Hemingway) do russo Alexander Petrov é saber que não é preciso a última tecnologia para encher os olhos. A animação de Petrov é uma pintura em movimento, literalmente. Todos os quadros são pinturas a óleo sobre vidro. A não ser que você seja um gênio da pintura, qualquer um que já tentou pintar sabe que não é simplesmente passar o pincel sobre a tela. Vai além disso. E você não precisa saber que essa animação foi ganhadora do Oscar de 1999 como melhor curta de animação. Você não precisa saber que Petrov levou dois anos para terminar uma animação de 20 minutos. Você só precisa deixar seus olhos se deliciarem com a obra de Petrov.
Yunyu nasceu em Cingapura, mas mora na Austrália hoje em dia. E como todo artista ainda no underground, ela parece trazer um novo ar para a música pop que cada dia mais segue uma receitinha. A música Lenore’s Song chamou a minha atenção por duas coisas: o tema e o vídeo. Sempre fazem referências ao O Corvo de Edgar Allan Poe, mas foi a primeira vez que vi a Lenora ganhar direito de resposta.
O vídeo é outra coisa que me fascina. Eu adoro stop motions e fico impressionado como pode ser perfeito o movimento como na Fuga das Galinhas e A Noiva Cadáver, mas também pode causar estranheza e ser assustador como o clipe de Lenore’s Song. O trabalho também me fascina, pois para um clipe de pouco menos de 4 minutos foram utilizados mais de 16.00 fotos. Não sei quantas fotos foram utilizadas em longa metragens, mas só por ser um longa metragem em stop motion já me fascina.
Porém algo ainda ficou sem resposta para mim: o que a Lenora tem a ver com a Sadako/Samara de O Chamado?