Mil cento e nove

Cinco anos se passaram desde o dia fatídico que o mundo ficou chocado com as cenas que passaram na televisão. Pode-se até confundir com sensacionalismo (como eu fiz no ano que aconteceu), mas foi real e é algo que o mundo não pode esquecer tão facilmente. Não pelo fato que foi o dia que a grande nação norte-americana teve seu ego ferido ou como o dia em que os muçulmanos tornaram-se vilões da história, mas por causa do ponto em que a humanidade chegou. Não quero celebrar a nação norte-americana nem condenar os muçulmanos por atos de alguns. Existiram outras tragédias como as Guerras Mundiais, mas eu não era nascido naquela época, não vivenciei aquele período. Mas durante o onze de setembro, eu tinha meus vinte e poucos anos e consciência do mundo ao meu redor. E aquelas cenas realmente me chocaram.

 

A que ponto a humanidade chegou? Está cada vez mais díficil manter a sanidade neste mundo insano. Não sei onde eu ouvi isto, mas é uma frase que me marcou e parece que cada vez mais se torna realidade: O ser humano é o único animal que mata o outro da mesma espécie apenas por matar. E isso é fato comprovado cada vez que você vê as notícias.

Fico triste em ver e saber que o ser humano pode ser tão cruel e tudo por causa do nosso ego. Não é a toa que o Orgulho é um dos pecados capitais. E provavelmente será o Orgulho que acabará com a humanidade. Achamos que somos os melhores, mas somos os mais frágeis. Precisamos de roupas para nos proteger do frio enquanto outros animais possuem pele espessa e camadas de gordura. As garras e dentes de um carnívoro rasgam nossa pele facilmente, só não nos tornamos presas porque inventamos a arma de fogo. Não somos suscetíveis à seleção natural porque inventamos remédios e procedimentos médicos. Se tiramos todas as coisas artificiais que inventamos, não sobreviveríamos muito tempo. E a única coisa que poderíamos nos orgulhar de ter, um cérebro pensante, usamos para matar outros da nossa espécie. Enfim, nós temos o poder e esse subiu às nossas cabeças.

Uma amiga minha falou que o mundo vai acabar em 2012. Está perto. E desta vez parece ser real. Não sei se vai acabar no ano dito, mas parece que a humanidade está caminhando a todo vapor nessa direção. O mundo está cada vez mais insano. A tolerância está diminuindo cada vez mais. Uma terceira guerra mundial parece a conclusão para isso mais racional. E como aprendemos na escola, uma guerra mundial vai se construindo com fatos, às vezes, aparentemente isolados e não estoura de uma hora para outra. Sinceramente, espero que não aconteça, mas tenho medo. Porém se você viver com medo, você acaba se tornando um prisioneiro na sua própria casa. Carpe Diem, alguns podem dizer, mas como aproveitar a vida neste mundo insano? Apenas se você se contentar com migalhas. Um bom dia, um por favor, um obrigado ou um ato de respeito com as pessoas alegram a minha vida e renovam a minha esperança que a humanidade ainda tem uma chance. Mas a balança está desequilibrada. Vejo mais atos de violência do que de bondade. E até cheguei pensar que eu estava sendo pessimista, mas é a realidade.

Pode ser um grande pessimismo, mas por enquanto é a única coisa que consigo pensar: nós, civis cuja única preocupação é por comida na mesa e prover um bem estar para nossos entes queridos, temos que rezar para que a humanidade ainda tenha conserto e aqueles que tem poder comecem a pensar com o cérebro e não com o ego.

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2 comentários sobre “Mil cento e nove

  1. Só consigo concordar contigo e você sabe que tenho a mania de ser pessimista às vezes. Mas saber que as coisas estõa no pé em que estão me dá uma puta vontade de viver e tentar fazer a minha parte. Mas é bem complicado. A minha parte por enquanto é cuidar de mim e bem.

    Com certeza. Se cada um fizesse a sua parte para o bem, quem sabe o mundo não seria um lugar melhor. Mudar o mundo não dá, mas mudar as pessoas que estão a nossa volta, isso podemos fazer.

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