O Labirinto do Fauno

Assisti o filme O Labirinto do Fauno. E como eu tenho um fraco por filmes que se tratam de labirintos desde o filme O Labirinto – a magia do tempo, fiquei curioso em saber sobre esse filme. Vi um pequeno trailer na tv e suas imagens fantásticas já me cativaram. Fiquei empolgado achando que seria uma aventura fantástica sombria, um tipo de Alice no País das Maravilhas em estilo gótico. Eu estava enganado, mas o filme é maravilhoso por outros méritos.

O Labirinto do Fauno

A história se passa no final da Primeira Guerra Mundial na Espanha, onde Ofelia se muda para o campo para morar com seu padrasto, um capitão do exército rígido. Sua mãe espera um filho e passa por uma gravidez cheia de complicações, seu padrasto trata seus empregados e familiares como soldados do exército. Os rebeldes rondam o local fazendo que o capitão fique de prontidão (e paranóico) todo o tempo.

Então Ofelia encontra uma fada e um labirinto onde vive uma figura mitológica, o fauno do título, que diz que Ofelia é a Princesa do Subterrâneo e que precisa voltar para o seu reino, mas antes tem que passar por três provas para provar que ela é realmente da família real.

Uma ótima desculpa para se iniciar um fantástica aventura num mundo fantástico, porém esse mundo fantástico não é tão belo quanto a realidade ao redor de Ofelia. As figuras fantásticas que ela encontra poderia muito bem povoar os pesadelos das crianças, mas ela prefere conviver com eles do que com seu padrasto e a dura realidade da guerra. Porém, em um certo momento a realidade sobressai a fantasia e nem a fantasia pode salvar uma criança inocente.

As imagens são maravilhosas e o mundo de fantasia me lembrou muito as obras de Dave Mckean. As figuras fantásticas são realmente o que elas clamam ser, mas devido à realidade num período de guerra onde a desconfiança reina, você acaba desconfiando deles também. E embora a fantasia seja uma fantasia sombria é melhor do que enfrentar a dura realidade da guerra. Bem, eu preferi ver figuras mitólógicas híbridas de animais/monstros/humanos do que ver a dura realidade das torturas de guerras e enfermos precisando de assistência médica.

O filme não é sobre uma aventura fantástica e sim sobre uma dura realidade. Assim como Dançando no Escuro e seus musicais, o mundo fantástico de Ofelia não está lá para divertir, é uma necessidade da personagem para manter sua sanidade num mundo cada vez mais insano. Ela mostra sua coragem no mundo fantástico, mas não tem nenhuma para enfrentar a realidade, somente quando os dois mundos se misturam. Não há um final feliz ou infeliz. Há somente um final para Ofelia, a felicidade ou infelicidade é decidida do ponto de vista de quem assiste.

Enfim, O Labirinto do Fauno é um filme marcante, mas acredito que devido a sua estética não-hollywoodiana, não vai agradar muitas pessoas nem cair no gosto popular. Estranho porque o diretor Guillermo del Toro dirigiu também “Hellboy” e “Blade 2”, dois filmes que não assisti porque pelo trailer, achei que tinham uma estética bem hollywoodiana.

Imagem: Cinema com Rapadura

Anúncios

3 comentários sobre “O Labirinto do Fauno

  1. Puxa, é chato isso sabe?
    Esses posts de filme, me dão uma baita vontade de ler…
    E de ver o filme. Desde “Os infiltrados” e “O labirinto do Fauno”, eu não faço comentários porque não vi os filmes e por isso li “só por cima” o post, pra não estragar a surpresa.
    Ando tão sem grana, que nem com carteirinha de estudante dá pra ir ao cinema…
    🙂
    Abração!

    Que chato! Mas se Deus quiser, você logo vai estar com dinheiro e indo no cinema todo final de semana, daí os papéis vão se inverter.
    Abraço!

Comente!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s