Casino Royale

Assisti Casino Royale. E fica a pergunta no ar: como seria a versão do Tarantino? Bem, enquanto eu não assistir a versão do Tarantino, só posso falar do que assisti. Quando eu era moleque assistia com gosto todos os filmes do 007, o meu preferido sempre foi o Sean Connery (porque eu não ia muito com a cara de bobo alegre do Roger Moore). E os que se seguiram não conseguiam alcançar, pelo menos, a atitude britânica do Connery. Desisti. Não assisti mais nenhum 007, nem mesmo o Die Another Day que tinha a Madonna na trilha sonora e no filme.

Casino Royale

Para meu gosto, o filme tem cenas que me deixam na ponta da poltrona. Escavadeiras (sim, eu adoro escavadeiras, não me pergunte porque), luta nas alturas (tenho de medo altura), poker (adoro jogar poker, embora não tenha muitas oportunidades para jogar) e le parkour hardcore. Enfim, as cenas de ação foram boas.

A bond girl também está lá. Nada como uma Ursula Andress, na verdade, até com uma cara comum. E as cenas das bond girls saindo da água foi trocada por uma do próprio Bond saindo da água. Só faltou ele jogar os cabelos.

E por falar em Bond, todo mundo reclamou do Daniel Craig ser o novo James Bond, que ele não tinha nada a ver com o espião e tal. Na verdade, eu acho que ele deu uma renovada no fôlego já gasto do espião. Não possui o charme e a elegância convencional do espião, mas está lá, bem escondida. Daniel Craig mostra um Bond meio ogro, tentando ser um gentleman. Bem, para mim funcionou.

Minha única reclamação foi a duração do filme. Chega um momento que o filme começa a se arrastar explicitamente, eu cortaria numa boa pelo menos uns vinte minutos de filme. Só quero ver quando sair o DVD se vai ter a versão do diretor com sabe-se lá quantos minutos a mais.

De uns tempos para cá, o tema principal dos filmes do 007 foi se modernizando. Ouvimos desde Sheryl Crow, Garbage e Madonna. Não sei se foi o fracasso dos filmes, mas está difícil emplacar um clássico do James, hein? E desta vez, quem gravou o tema foi Chris Cornell (lembra do Soundgarden). Bem, por mim passou batido a música. E a sequência inicial dos créditos também sofreu alterações, nada do que eu estava acostumado a ver nos outros. Divertido, meio brega (por vezes, rídiculo para um filme do James Bond), mas vamos levar em consideração que estão fazendo uma nova releitura no espião. Então, vamos renovar tudo.  

Enfim, Casino Royale me agradou e como não sou fã do espião não tenho reclamações se o que mostraram estava correto ou não, se profanou o nome Bond ou não. Um filme que vai cair no esquecimento, com certeza. Mas vale a pena ver porque é sempre legal ver o que um novo ator faz com um velho personagem.

E ainda fico pensando: como seria o Casino Royale do Tarantino

 Imagem: Cinema com Rapadura

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2 comentários sobre “Casino Royale

  1. Mais um dos filmes que eu queria ver e não vou…
    A única coisa que me pergunto a respeito de Casino Royale é: Transformar uma comédia em filme sério, dá certo?

    Poxa, o original tinha o Orson Welles de vilão (fazendo um canastrão perfeito), Peter Sellers como um dos 007 (sim, não era um só 007, eram vários JAMES BOND!) e Woody Allen como Jimmy Bond, sobrinho do espião.

    Mas enfim, nada como uma boa diversão…

    Ah! Era uma comédia? Não é um filme sério, mas um filme de ação básico. Nada demais. Dá para rir com as tiradas do Bond, mas nada de comédia pastelão.

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