Babel

Assisti Babel, de Alejandro González Iñarrítu. Ótimo filme. É um daqueles filmes que você fica ansioso em saber o final, mas ao mesmo tempo não tem a mínima idéia de como pode acabar. O filme não tem uma história linear, apenas mostra como um fato pode afetar diferentes pessoas em diferentes lugares do mundo. Acredito que isso serve para mostrar que todos os nossos atos possuem suas consequências e afetam algumas pessoas diretamente e outras indiretamente, e por isso devemos tomar cuidado com o que fazemos.

E, às vezes, até parece ridículo como um fato pode causar diversas coincidências do outro lado do mundo. Alguns dizem que o filme é lento e cansativo, porém eu achei o contrário, mas também não é uma sequência frenética de edição de imagens. Ah, e claro, estou cada vez mais fã do Gustavo Santaolalla desde que ele me emocionou com a trilha de Brokeback Mountain.

Babel

Babel tem o seu começo com um fato muito comum para a sociedade atualmente. Um ônibus em Marrocos é atingido por um tiro de rifle de caça, ferindo gravamente uma turista norte-americana. Primeira palavra que vem a cabeça de todos: terrorismo. Porém a partir desse ponto já podemos tirar algumas conclusões para a vida: todos os fatos possuem mais fatores que imaginamos. É fácil apontar o dedo e culpar. E a partir desse fato, diversas consequências surgem e junto todos os males do ser humano como egoísmo e crueldade e intolerância.

De todos os personagens envolvidos, o mais interessante é uma adolescente japonesa surda-muda que vive na correria de Tokio. Às vezes, é impressionante imaginar (ou ver) como uma adolescente pode viver em um mundo cheio de som e não pode usufruir.

Vemos também que o amor e o carinho não vencem barreiras geográficas como é o caso da babá mexicana que leva as crianças norte-americanas para o México para uma festa de casamento. E logo as diferenças culturais surgem.

Podemos observar também que um povo que não tem nada sempre tem a mão para estender ao próximo, não importa sua raça ou cor e que, às vezes, nosso semelhante pode ser aquele que vira a cara quando precisamos.

Enfim, no final cabe a cada um tirar suas conclusões e essas podem ser otimistas ou pessimistas, depende do seu ponto de vista porque o ser humano sempre vai ser o ser humano de sempre. Nunca totalmente bom. Nunca totalmente mau.

Imagem: Cinema com Rapadura

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Um comentário sobre “Babel

  1. Adoro o Alejando González Iñárritu. Depois de 21 Gramas procurei os outros filmes do diretor e encontrei o fantástico Amores Brutos (Amores Perros) e é impossível não perceber o facínio que Iñrritú tem pelo comportamento humano. Babel encerra a trilogia com grande qualidade (apesar de eu preferir 21 Gramas) e também sou muito fã do Gustavo Santaolalla (Brokeback Mountain é um de meus filme preferidos de 2006).
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