Zodíaco

Fui assistir Zodíaco do diretor David Fincher. A história conta sobre um serial-killer que se auto-denomina Zodíaco. Manda cartas para imprensa e algumas mensagens codificadas. Ou seja, todos os ingredientes para um filme que eu gostaria de ver. Afinal, fico fascinado com os métodos dos serial killers e adoro mensagens codificadas. E tudo baseados em fatos reais. E claro que vende esse poster e sabendo mais ou menos do mote da história, minha vontade de ver esse filme era grande.

Zod�aco

Mas não se deixe enganar pela propaganda “do mesmo diretor de ‘Se7en’ e ‘Clube da Luta'”. Afinal, nenhum diretor faz o mesmo filme duas vezes. Como não assisti o Clube da Luta, terei como parâmetro Se7en. Se você quer ver um serial killer com um método, o do Zodíaco não possui um método, ou pelo menos, não possui um método simples e de fácil entendimento. Apesar do nome Zodíaco dar várias deixas para que os assassinatos acontecessem baseados no zodíaco (o que seria muito legal). E também não é discutido o método no filme, apenas citado.

Não espere assassinatos explicítos ou cadáveres. Nem criatividade. Tudo é muito simples e prático. Simplificando: o filme não está se concentrando no Zodíaco e sim nas pessoas que querem saber quem é o Zodíaco. A obssessão em saber quem é o assassino fica explicíta na segunda parte do filme com o personagem do Jake Gyllenhall, que chega a incomodar. Para os outros personagens que ficaram obcecados em descobrir o assassino, o foco está na conseqüência de suas obssessões. O Zodíaco não é descoberto no final, apenas fica a suspeita.

O filme não era o que eu esperava. Não me surpreendeu totalmente, mas a direção e a atuação não deixam a desejar. Fincher dá o clima para cada época do filme. É como se o filme fosse gravado na época em que se passa. A fotografia e o som são caracterizados. Os milhares de cortes no filme dão o ritmo violento e acelerado do filme deixando você preso durante todo o filme. Minha única reclamação é a duração. Aho que se ele fosse vinte minutos mais curto, o filme seria mais impactante porque chega uma hora que você fica incomodado com o impasse em descobrir o assassino. Não sei se foi a intenção do diretor com esse incômodo para que as pessoas se sentissem como os personagens. Ou se foi o mais curto que eles conseguiram para cobrir quase duas décadas de filme.

Bem, Fincher ainda está em forma. Downey Jr. também. Talvez seja história que não é super impactante. Não é um filme que é preciso ver no cinema. Talvez seja melhor alugar na locadora ou pedir emprestado de um amigo e ver com calma e mais de uma vez. Afinal, com o ritmo acelerado e a quantidade de informações para digerir é realmente preciso ver mais de uma vez. Veremos se daqui um tempo terei mais para falar sobre esse filme ou se ele cairá no esquecimento. Veremos…

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3 comentários sobre “Zodíaco

  1. Não li o post todo, pra ver o filme antes.
    Estou bem ansioso por um bom filme de Fincher. Não apreciei o Quarto do Pânico tanto quanto poderia…
    E por falar em boas direções, já viu Perfume? Vi ontem em casa e achei peculiar.
    ABração

  2. Olá Ed,
    Apesar de gostar de como você comentou o filme e de concordar com as citações sobre direção (em parte) discordo do seu texto quando você diz que não há criatividade. Por ser baseado na história de um assassino que nunca foi pego, Zodíaco vai além de métodos e identidades. É um longa sobre obssessão e principalmente sobre a manipulação (seja do assassino sobre a policia e a imprensa, seja da imprensa sobre a população através do medo) e não deixa de ser um suspense memorável apenas por incitar o espectador a pensar e colher pistas, não para o desfecho, mas para se satisfazer com as informações e as reações dos personagens no desenrolar da trama.
    Apesar de ter perdido o melhor filme de Fincher (recomendo fortemente que veja Clube da Luta), você viu Seven. É possível perceber que aquele final era completamente necessário, não para dar a surpresa do desfecho – que nem era tão surpresa assim -, mas para mostrar como estamos amarrados aos nossos pecados e não afirmo isso no sentido religioso, mas sim no sentido moral. Não há próximo em nossas vidas quando nossa felicidade, nosso bem estar, está em jogo.
    É isso, Fincher busca mais que uma simples trama para impressionar o público (isso a gente deixa para o Shyamalan, que não anda tão bom quanto antes… desde A Vila).
    Agora vou comentar sobre Babel. ^^

    Luciano, foi no calor do momento de escrever que ficou um mal entendido. O que quis dizer é que os assassinatos do Zodíaco não possuem a criatividade dos assassinatos do Se7en. Obrigado pelo comentário.

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