Adaptável

Assisti o documentário da Discovery Channel, Supertormenta. O documentário é sobre furacões e a possibilidade do ser humano controlá-los. Pode parecer algo absurdo o controle de furacões, mas é algo plausível. Existem diversas teorias, entre elas a teoria do caos, para a origem dos furacões, assim como o seu controle. A possibilidade do controle de furacões surge através da compreensão da teoria do caos. Mas para entender como isso é feito, precisamos da informação que a atmosfera é um sistema extremamente sensível e caótico, e uma simples interferência pode causar mudanças drásticas. O exemplo dado foi o bater das asas de uma borboleta que pode ocasionar um furacão do outro lado mundo. Pode parecer absurdo, mas essa é a teoria do caos. O controle dos furacões surge da possibilidade de saber onde e quando fazer a borboleta bater as asas.

Supertormenta

A possibilidade do controle do clima me fez pensar sobre a fragilidade humana, já que eu tento, mas entendo muito pouco das questões científicas envolvidas. O ser humano não se adapta ao meio ambiente que vive, ele adapta o ambiente a ele. Na época dos homens da caverna, os homens se protegiam do clima vivendo em cavernas, mas aos poucos eles começaram a construir habitações criando um microclima. Talvez esse foi o começo da ambição humana em tornar-se um tipo de Deus.

Não possuímos adaptações para os diversos clima como outros animais, mas temos um cérebro pensante que pode alterar o ambiente ao nosso redor para podermos sobreviver. Nesse ambiente, estamos no topo da cadeia alimentar, mas se ficarmos à sorte num ambiente que não foi alterado, logo vamos para o final da cadeia, somos presas. E presas fáceis porque não corremos rápido o suficiente nem somos fortes o suficiente para enfrentarmos os predadores.

Os animais possuem um sentido que os avisam sobre as mudanças climáticas como os tubarões que fogem para águas mais profundas quando um tsunami se aproxima. Nós construimos parafernálias eletrônicas para sermos avisados sobre possiveis furacões e terremotos, e como os outros animais, nos refugiamos em abrigos. Mas essas parafernálias nem sempre estão corretas e por isso, estamos adaptando as modificações que fazemos no ambiente para aguentar a força da natureza. No Japão E EUA, por exemplo, os prédios possuem fundações flexíveis capazes de se movimentar durante o terremoto, pois movendo-se junto com a terra você consegue manter o prédio em pé.

Agora temos a ambição de controlar o clima, adaptá-lo em escala gigantesca para podermos sobreviver. Os furacões surgem por causa de variações climáticas e com o mundo atual e o aquecimento global, a probabilidade de furacões cresce cada dia mais. Os furacões possuem uma classificação da sua força e tamanho que vai desde a categoria 1 (o mais fraco) à categoria 5 (o mais destrutivo), porém com essas mudanças climáticas, os furacões podem ficar mais fortes e violentos e talvez será necessário a criação da categoria 6. Para termos uma idéia, o furacão Katrina foi um furacão de categoria 5 e vimos o estrago que ele causou. O controle de furacões surgiu quando observou-se o comportamento do furacão Ofélia, que desviou do seu curso por causa de uma interferência climática vinda do continente, fazendo o Ofélia voltar para o oceano. Assim, surgiu os estudos da possibilidade de se criar essa interferência artificialmente, semeando a atmosfera com pó de carbono que causaria uma mudança na temperatura, pois o carbono absorve o calor da luz solar, assim ocorreria uma pequena interferência que se transformaria numa interferência climática forte o suficiente para conseguir desviar o curso dos furacões.

Mas o que o Brasil tem com isso? Nunca sabemos. Com o aumento das probabilidades de furacões podemos ter algum um dia. As ressacas que tivemos nos lirorais brasileiros já mostram que não estamos preparados. A ressaca também é uma consequência da intereferência dos furacões na pressão atmosférica. Nunca podemos dizer que não acontecerá conosco, pois até tivemos um pequeno reflexo de um terremoto há um tempo atrás. Muitas pessoas não sentiram, mas quem sentiu ficou desesperado. E para mim, isso só mostra que não estamos preparados. Afinal, nem conseguimos conter enchentes. O homem que se considera um ser pensante e inteligente não consegue acabar com os furacões, enchentes e tsunamis.

E o que podemos fazer? Consertar o que já fizemos, não dá. Mas podemos tentar conservar o futuro e isso significa saber que o aquecimento global e as mudanças climáticas são uma realidade e devemos nos cosncientizar e conscientizar o maior número de pessoas para que as consequências do aquecimento global diminuam sua intensidade. As consequências virão de qualquer jeito, mas diminuindo sua intensidade, podemos aumentar nossa possibilidade de sobrevivência e re-adaptação ao novo ambiente.

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3 comentários sobre “Adaptável

  1. Olá Bruna, muito obrigado pelo comentário.
    O termo furaquinho, provavelmente, foi utilizado em comparação aos furacões de enormes proporções que ocorrem nos Estados Unidos.
    E a minha resposta sobre não estarmos em nenhuma rota de furacão por isso não precisamos nos preocupar é irônica, pois a minha visão é que como o Brasil não está em nenhuma rota de furacão não tem porquê as autoridades se preocuparem agora, depois que o Brasil for atingido por um é que as autoridades farão alguma coisa. Eles deveriam prevenir do que remediar, não é?

  2. Se todos tiverem o mesmo pensamento que o “Charô” aí sim que estaremos mais próximos da extinção e fim do mundo! Temos sim, que nos conscientizar e fazer de tudo para que o Caos seja minimizado!

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