Pierre Henri Marie Schaeffer

Voltando a escutar os cds do Matmos, resolvi fazer uma procura sobre a banda e suas estranhas técnicas para fazer música (que envolvem desde orgãos de animais até sintetizadores e softwares de última geração), dei de cara com o termo musique concrète. E como a curiosidade mata, resolvi arriscar a perder a vida e descobri esse nome: Pierre Schaeffer.

Pierre Schaeffer

Schaeffer foi um compositor francês da década de 1940, pai do termo musique concrète. Ok. Mas o que é musique concréte? Simples! É fazer música de sons do “mundo real” ou sons que não são criados por instrumentos musicais. Ainda está difícil? Então, imagine a cacofonia do trânsito das cidades. Imagine você gravando esses sons e depois manipulando-os de uma maneira que formem uma música. Pronto! Você fez uma musique concréte. Mas hoje com computadores e softwares de última geração, você nem precisa gravar sons, eles já vêem prontos para uso. Na época de Pierre era diferente, os sons eram gravados em fitas eletromagnéticas (os famosos K7s) para depois serem manipulados para criar uma música, era trabalho braçal. E alguns dizem que ele foi o percursor do uso de samples em músicas. Não sabe o que é sample? Sample é um pedaço de uma música ou som que você utiliza para criar outra música. Os rappers sempre utilizam sample de algum outro sucesso musical para fazer outras músicas.

E se você acha essa tal de musique concréte estranha demais. Ela não é. Você já ouviu músicas utilizando as técnicas de musique concréte, mas não sabia. Frank Zappa, Beatles e Pink Floyd já utilizaram em suas músicas essas técnicas. E atualmente, muitos artistas de música eletrônica utilizam essas técnicas como o Matmos e Aphex Twin. Tudo bem que na era do computador, todas essas manipulações parecem ser fáceis de fazer, mas é bom lembrar que na época de Pierre os K7s eram a mais nova tecnologia disponível. E se você acha fácil gravar tudo e manipular, então veja alguma apresentação ao vivo. Não são somente computadores e fios espalhados pelo palco. Os objetos estão lá. O “mundo real” está lá. E talvez você perceba a musicalidade do som das cartas de baralho sendo embaralhadas dá próxima vez que você jogar truco com seus amigos.

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