Arte e Som #10

John Cage foi um músico avant-garde norte-americano que compunha músicas experimentais. Fez parte do Fluxus e andava por aí com o Duchamp e sua esposa. De todas as suas composições, a mais famosa e controversa é 4’33” composta em 1952. Composição para qualquer instrumento ou conjunto de instrumentos, dividida em 3 movimentos, nas quais nenhuma nota é tocada. Essa peça foi apresentada pela primeira vez pelo pianista David Tudor, colaborador constante de Cage, em Nova York em 1952 como parte de um recital de piano contemporâneo. O vídeo aqui postado é a versão para orquestra.

Essa composição pode até ser considerada uma performance, mas não é. E como Cage e seus estudiosos dizem, se você prestar muita atenção, você consegue ouvir a música que nunca será igual mesmo em performances consecutivas ou tocadas pelo mesmo músico. Com essa composição, Cage queria dizer que o silêncio absoluto não existe, há muitos sons ambientes. E 4’33” é formada por esses sons. Para mim, essa peça é a maneira radical de mostrar que o silêncio na música, o branco da pintura também possuem seus significados. E então, agora com essas informações, recomendo que você assista (novamente) a performance de 4’33” e ouça todos os mais diversos sons existentes nessa peça. E reforço, a peça que você ouvirá é totalmente diferente da que eu ouvi e da que a audiência presente no concerto ouviu. E cada vez que você ouvir será diferente.

 

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