Nothingness

Já que ultimamente não tenho tempo nem assunto para escrever aqui, decidi que hoje escreverei sobre o nada. Eita, palavrinha pequena, duas sílabas, quatro letras, com múltiplas personalidades: pode ser um verbo, um pronome, um subtantivo ou um advérbio. Uma palavrinha que pode terminar discussões antes de começar ou pode iniciar discussões calorosas que não precisavam ser iniciadas ou tão calorosas.

O nada vai além do vazio, afinal o vazio pode ser preenchido com alguma coisa, mas o nada não pode ser preenchido. O nada é o copo quebrado. Não é nem meio cheio nem meio vazio. Depois que a esperança morre é o que sobra: o nada. Nenhum ser ou coisa sobrevive no nada, ou melhor, qualquer coisa ou qualquer ser transforma-se no nada.

Mas se o nada vai além do vazio e o vazio pode ser preenchido. O vazio não é o oposto do tudo. E o tudo não é o copo cheio nem transbordando. É o copo na medida certa. Mas não estou falando do tudo que se acumula, mas do tudo que completa. Pode ser um milhão de coisas ou uma simples flor.

Quando você tem o nada e, de repente, se vê com tudo. Não foi o nada que foi preenchido. Talvez você simplesmente escolheu olhar para o lado oposto do nada. O nada parece ser infinito e escuro, mas há uma saída. Pode demorar para achar, mas ela está lá. Afinal, não é porque o sol não aparece que ele não está lá.

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