Renée Richards

Outro dia assisti o documentário Renée sobre o tenista Richard Raskind que se tornou Renée Richards. Para minha surpresa, o documentário foi transmitido pela ESPN que ao meu ver é o principal canal fechado de esportes.

O tema transsexualismo não me surpreendeu tanto quanto o canal em que foi transmitido.

Renée viveu na década de 70 e se o tema do homossexualismo ainda estava engatinhando e vivia por debaixo dos panos, imagine uma tenista de destaque transsexual na mídia. A história é sempre a mesma: por estar em destaque, todos apontavam o dedo para ela.

O documentário ainda possui uma passagem do encontro dela com o filho. É estranho ver como ainda parece haver muito ressentimento entre eles. Triste ver como ela, embora tenha sido uma celebridade na década de 70, hoje não vive como uma nem é idolatrada pelos tenistas. Caiu no esquecimento popular. Sinceramente, nem eu sabia que ela existia e que tinha feito tantas coisas.

Mas não estou escrevendo esse post por ter assistido o documentário, e sim por uma frase que ela disse depois do encontro com seu filho: “Quando eu era homem, eu queria ser uma mulher. E não um terceiro gênero.”

E isso ficou martelando na minha cabeça. Já disse uma vez e repito: não sou expert em transsexualismo, mas isso só reforça o costume da sociedade de rotular as pessoas. Um homem que gosta de homens é gay. Uma mulher que gosta de mulheres é lésbica. Um homem que vira mulher é transsexual. Mesmo depois da operação. Mesmo com a aparência super feminina, ela vai ser uma transsexual. Não uma mulher. Afinal, para a sociedade, é preciso rotular as diferenças e assim poder apontar o dedo.

Desde criança, eu aprendi que apontar é feio. Mas parece que isso não é mais válido atualmente, né?

Para saber mais sobre Renée Richards, é só clicar aqui.

Imagem: Wikipedia.

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Um comentário sobre “Renée Richards

  1. Assisti hoje. Considero-me sem preconceito a esse respeito. Mas, como vc mesmo disse, se hoje ainda é difícil …Outrossim, uma vez nascido no sexo masculino, é difícil que, mesmo os amigos realmente o tratem como mulher. Ainda não conheço alguém que tenha optado por mudar der gênero, mas é o que penso. Mesmo pq, ele não tinha atitudes femininas, não era um gay que tenha optado pr ser mulher. Sendo assim, fica mais difícil ainda. Mesmo assim, gostei do documentário.

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