Cotidiano #5 – O enterro

Eu odeio enterros e velórios, mas fico fascinado com a complexidade humana que surge nesses momentos. Velórios são tristes, fato! Mas por que, então, há tantas pessoas rindo e conversando? Os parentes mais próximos ficam de luto, pois não é uma situação fácil, mas quanto mais distante o falecido, parece que menos a pessoa é afetada e a dualidade do enterro aparece, pois a pessoas se (re)encontram, histórias antigas surgem e a felicidade paira no ar. Parece que a morte da pessoa traz de volta as boas lembranças, e as pessoas ficam felizes com isso. Sempre surgem aquelas histórias que começam com “Lembra quando…” e os sorrisos e gargalhadas emergem.

Um velório parece ser uma celebração à vida, embora todos estejam lá em luto. O ser humano é muito complexo para se entender em quatro horas. Nem uma vida inteira é suficiente.  E embora eu tenha raiva da humanidade (por exemplo, aquelas pessoas que se aproveitam desses momentos de dor para ganhar um dinheiro), a humanidade ainda me fascina por todos sua complexidade em lidar com as diversas situações que a vida lhe impõem.

Por isso que eu quero que o meu velório/enterro seja uma celebração à vida que eu tive e não o fim dela.

Imagem. sxc.hu

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