Inception

Outro dia assisti o filme Inception (A origem) de Chris Nolan e desde The Matrix, um filme não me deixa tão empolgado em especular todas as possíveis mensagens que o filme passa. Enfim, se você não assistiu, não vai ser eu quem vai estragar a história do filme, a Wikipedia pode fazer isso por mim. 

Basicamente, a história é sobre pessoas que entram nos sonhos de outras pessoas para poderem “plantar ideias” que possam mudar a mente delas. O filme é com Leo de Caprio, que desde Titanic, eu tive medo de assistir filmes estrelados por ele, mas esse foi diferente. Nada que me lembre o personagem dele afundando com o navio. E outra, ele é meio que o cara-que-estraga-o-plano-perfeito, então ajuda também a você não ter que criar uma empatia logo de cara com ele. Fiquei xingando várias vezes ele no filme por ele ser mariquinhas, mas depois cria-se uma empatia.

Os efeitos especiais também me deixaram boquiabertos, ainda mais quando descobri que vários deles não eram simplesmente CG, pois no mundo atual tudo é CG, né? Você vê o que é.

Não é CG!
Aqui, uma versão LEGO da cena. Via: Wired

Enfim, falamos sobre o filme, mas não vim aqui para falar sobre o filme. Na verdade, estou aqui para falar do aplicativo que eles lançaram com o filme. Um aplicativo que “induz sonhos através da realidade sonora aumentada”. É uma viagem, pois você ouve a trilha sonora do filme em loop infinito, porém com o detalhe da realidade sonora aumentada, que, às vezes, chega ao ponto de você não saber se você está ouvindo o ambiente ou a trilha sonora. Movimentos, horas e locais também afetam o aplicativo deixando o interativo. Você não simplesmente ouve as músicas, na verdade elas interagem com o que você estiver fazendo ou onde você estiver. Um jeito de você experimentar o que seria um sonho lúcido no qual todo o mote do filme é baseado.

Como o aplicativo remixa o sons ambientes em tempo real, às vezes, você se pega ouvindo uma sombra/lembrança de um som ouvido há minutos atrás causando a sensação de deja vu. E isso começa a mexer com os sentidos, pois você pode ouvir uma sirene agora e depois de algum tempo, você ouve outra sirene ao longe. E você pode se pegar pensando se é outra ambulância ou se é uma vaga lembrança da primeira. Conversar enquanto você ouve a trilha é outro jeito de dar um nó na cabeça, pois as vozes podem surgir depois de um tempo e talvez o locutor nem esteja mais presente ou nem esteja mais se dirigindo a você.

E como estamos quase finalizando o post, aqui vai um vídeo para você clicar e ouvir enquanto terminamos. Afinal, faz todo o sentido do mundo colocar aqui.

Inception é um filme que ganha mais vida com as outras mídias lançadas. Não é simplesmente um filme para se ver. É preciso ser ouvido também. Sua trilha sonora não está simplesmente lá para ajudar a fortificar as emoções. Ela está lá e é do jeito que é por causa da história do filme. Para me fazer mais claro: toda a vez que os personagens vão acordar de um sonho, eles ouvem essa música aí em cima. A trilha sonora está baseada nela e ao chegar perto do fim do filme (ou o fim do sonho), essa música é bombardeada em nossos ouvidos, mas não sabemos, pois tudo é um sonho. E nos sonhos, o tempo, a imagem e a percepção ficam alteradas. E nem tudo é o que vemos (ou ouvimos).

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