Masculinidade em jogo

Imagine a cena: duas amigas se encontram na praia e uma elogia o biquini da outra, elogia o bronzeado e os cabelos. Agora troque as duas amigas por dois amigos no qual um elogia a sunga do outro, o bronzeado e os cabelos. Com certeza, você deve ter pensando: ah, claro que ele é gay!

Imagem meramente ilustrativa, afinal Ricky Martin é gay (com orgulho!)

E por que duas mulheres se elogiando não causa tantos nós na cabeça do que um homem elogiando o outro? É o machismo/masculinidade que a sociedade veem impondo desde de sempre. Um homem só pode achar o outro legal, bacana, mas bonito ou charmoso, nunca! Pois isso faz de você gay. Soa ridículo? Sim, é ridículo, mas existem pessoas que pensam assim. Um homem pode achar um outro homem bonito, sexy e não ser gay. Só depende com qual cabeça você pensa.

Se você ve um homem bonito e o acha bonito, antes de entrar em parafuso, pense: você tem vontade  de ter aquele corpo em contato com o seu? Seu pau dá sinal de vida em pensar naquele homem nú? Se a resposta foi não para as duas perguntas, com certeza, você não é gay. E você achá-lo bonito e como achar uma estátua grega bonita. Agora, se a resposta foi sim para uma das perguntas, então precisamos conversar, mas não se preocupe, it’s not a big deal.

Você o acha atraente?

Mas nem sempre foi assim. Toda essa paranoia de ser gay nem sempre existiu. Havia uma época que você abraçar o seu amigo em público não fazia as pessoas apontarem para você e te rotularem de gay. Havia a camaradagem entre os homens, o sentimento de fraternidade. E você mostrar esse sentimento não diminuía sua masculinidade.

Via: Buzzfeed
Via: Buzzfeed

Mas também não se engane achando que nessa época não existia o homossexualismo, claro que existia. E claro que era tudo velado, mas não havia a paranóia de ser rotulado de gay. E irmãos, amigos e amantes queriam registrar o seu sentimento. Esse site faz um bom apanhado do evolução da masculinidade exposta em fotografias.

Hoje em dia, continua existindo a camaradagem entre os homens, mas o contato físico desapareceu. Talvez pela frieza que as pessoas desenvolveram com o passar dos tempos. Talvez pelo medo de ser rotulado de gay numa sociedade machista que preza a masculinidade. Mas os homens de hoje evitam o máximo o contato físico. O sentimento de companherismo é selado por um aperto de mão e, no máximo, um abraço com um forte tapa nas costas. Afinal, é preciso mostrar sua força e masculinidade, certo? E qualquer contato de mais de 3 segundos já pode ser interpretado com “dar em cima”.

Atualmente, ser gay não significa ser menos másculo ou mais efeminado. No tsunami de imagens que o Google nos proporciona, se você fazer uma pesquisa de imagens com a palavra gay, você vai encontrar diversos homens musculosos, peludos, barbudos que talvez nem sejam gays, mas povoa a fantasia de milhares. Ser gay não significa ser a mulher da relação.

Este é François Sagat, ator pornô gay. Ele tem uma tatuagem que cobre a cabeça dele. Quem já fez uma tatuagem sabe que não são mil flores e maravilhas ser tatuado. E quem é macho suficiente para tatuar a cabeça?

E por fim, repito: ser gay é mais do que achar um homem bonito. Para você ser gay, você tem que ter a capacidade de amar uma pessoa do mesmo sexo. Assim como ser bissexual é a capacidade de amar pessoas de ambos os sexos. E se você confia no seu taco, você pode abraçar quantos caras você quiser, e você ainda vai continuar sendo o cara másculo que sempre foi e vai continuar pegando a mulherada.

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