Kylie Minogue – The Abbey Road Sessions

Já tem um tempinho, mas a Kylie lançou seu novo álbum The Abbey Road Sessions com releituras orquestradas de seus principais sucessos. Basicamente, um disco acústico de seus principais sucessos. E o que poderia ser um fiasco total, acabou se mostrando ao contrário.

Fazer uma versão acústica de uma música pop ou rock vai muito além de trocar os instrumentos eletrônicos por instrumentos acústicos. Como disse acima, é fazer uma releitura da música, pegar sua essência e transpor para seus novos adornos. E como sempre foram os álbuns de Kylie (pelo menos na minha opinião), há momentos perfeitos e outros não tão perfeitos. Enfim, tudo isso para falar dessa música que foi a que mais surpreendeu. E caso você não lembre (embora eu duvide disso), aqui vai a versão original.

E caso você não tenha se situado, estamos na década de 80, mais precisamente em 1988 e essa música foi um dos primeiros singles de Kylie que a faz atingir o sucesso. E como todo artista em começo de carreira, temos cenários e figurinos de gostos duvidosos. Mas, enfim, depois de cantar milhares de vezes essa música em shows e apresentações com o mesmo ritmo e variações nos arranjos, eis que Kylie surge com sua nova releitura no novo álbum.

A música fala o tema universal de todas as músicas: amor. Para mim, o mérito está em arrancar tudo que a música tem, deixando somente a harmonia e melodia e fazer um arranjo totalmente diferente, criar uma nova música. E não é fácil você despir uma música famosa a esse ponto. Tanto que mesmo a Kylie no mesmo disco mostra que isso não é fácil e insistir pode acabar criando coisas “estranhas”.

Alguns riffs e arranjos simplesmente não funcionam apenas trocando os instrumentos. E uma música romântica pode se tornar quase um hino de batalha porque essa é a sensação que essa versão causa. Parece que a qualquer momento surgirão cavaleiros e a batalha vai iniciar. Talvez essa versão funcionasse se houvesse algo de teatral acontecendo no palco e não somente a Kylie cantando.

Enfim, entre altos e baixos, o novo álbum da Kylie é gostoso de se ouvir. E entre altos e baixos, ela ainda está aí, 25 anos depois, sendo, na essência, a mesma Kylie Minogue que surgiu em 1988.

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