O primeiro namorado

Dizem que o primeiro namorado a gente nunca esquece. Verdade ou não, eu lembro dos primeiros namorados, mas não pela romance e pela paixão, mas pelas situações que fui colocado e o que isso me ensinou.

O primeiro foi quando eu estava ainda na faculdade e conheci pelo bate-papo. Dizia que queria namorar e tal. Fui na dele porque eu queria namorar também. Conheci-o um dia. Ele não era bonito, mas era divertido e queria namorar. Então, me envolvi. E quando a gente ia para casa dele, ele ficava no computador em salas de bate-papo. Fui conhecer uma menina que ele começou a conversar no bate-papo. E isso me colocou com uma pulga atrás da orelha porque ele tinha me contado que era gay, de repente, virou bissexual. E com toda a minha inexperiência de vida, aquilo virou a minha cabeça. E daí para frente foi apenas a descida final da montanha-russa de emoções que passei com ele: eu ia para casa dele e ele ficava no computador e não me dava atenção. Íamos na casa de alguma amigo dele, ele sentava na frente do computador para entrar na sala de bate-papo. Quando eu ia embora, às vezes, ele nem se levantava da frente do computador para se despedir de mim. Os únicos momentos em que eu não precisava dividir a atenção com o computador era quando íamos jantar fora.

O segundo conheci na sala de bate-papo e ele queria amizade. Fui conhecê-lo, afinal, mais amigos nunca é demais. Íamos para a balada. E um dia a gente ficou. Continuamos a conversar quando a gente se encontrava, a gente ficava. E um dia, ele disse que queria me namorar. Ok. Eu gostava dele também e começamos a namorar. Íamos para a balada juntos, jantar fora, cinema etc. E um dia na balada, vejo ele conversando com um cara e perguntei se era um amigo e tal, e ele, na cara dura, disse que não. E que eles tinham trocado telefone. Claro que fiquei puto. E ele disse que não era nada e que não fazia mal você formar uma reserva. Até hoje, essas palavras ecoam na minha cabeça. E para completar, ele me incentivou a fazer o mesmo. Eu até tentei, mas não deu certo. Resolvemos ser amigos, mas eu me distanciei porque eu ainda gostava dele e era difícil vê-lo com outras pessoas.

Embora esses dois primeiros namoros tenham sido desastrosos, eles me fizeram ver o que eu realmente queria de um parceiro. E, principalmente, como eu deveria ser com as pessoas que me interessavam. Hoje, eu vejo que tenho que ser sincero com tudo, dizer o que gosto e o que não gosto.

E por fim, nada de formar uma reserva. Se você forma uma reserva, você já está pensando que o relacionamento atual não vai dar certo. Se você quer ficar com todos os caras possíveis, fique com eles (eu já fiz isso). Nada de “namorar“ e ficar pulando a cerca. Já pulei a cerca e me senti tão mal por ter feito que preferi contar e terminar o namoro. Eu achava, mas não estava pronto para um namoro. Eu queria me divertir e ficar com todos os caras. E claro que depois de toda a diversão, para algumas pessoas, bate um sentimento de ter alguém ao seu lado (esse é meu lado romântico falando) e daí sim, você vai procurar uma pessoa que esteja na mesma sintonia que a sua.

E você? Conte para gente como foi (ou como é) o seu primeiro namoro. 

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